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Informações sobre o mercado farmaceutico

Márcio Chaves


Published on December 3, 2014

Página 2 Macro Setorial – quarta-feira, 26 de novembro de 2014 P orcentagem da população nas classes A/B e C aumentou durante a última década Fonte: Centro de políticas sociais – CPS/FGV – a partir dos microdados PNAD/IBGE Aumentos generalizados de renda beneficiaram a indústria farmacêutica através de dois canais. O maior acesso a tratamentos médicos acarretou um maior consumo de medicamentos, enquanto o aumento do poder de compra elevou a renda disponível para a aquisição de produtos farmacêuticos. De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), em 2013, 85% das pessoas nas classes A e B tinham plano de saúde; na classe C, 60%, sendo que, na classe D, esse número era de apenas 1%. Aumento do rendimento médio impulsionou as vendas de produtos farmacêuticos Fonte: PNAD, Sindusfarma, Itaú O envelhecimento populacional foi outro determinante para o crescimento da demanda de produtos farmacêuticos no Brasil. No Brasil, a expectativa de vida atual da população é de 75,1 anos, sendo que, em 2000, era de 69,8 anos, ou seja, aumentou 5,3 anos, ou 7,6% em 14 anos. Apesar do grande avanço na expectativa de vida, ainda há espaço para melhora nesse indicador, visto que, em países desenvolvidos, a média está em torno de 80 anos. Além disso, a longevidade no Brasil ainda está abaixo da de países latino-americanos, como Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. O aumento da população idosa impulsiona a demanda por medicamentos, principalmente aqueles de uso contínuo, e para tratamento de doenças crônicas. Além disso, como uma parcela elevada dos idosos tem a aposentadoria como principal fonte de renda, o consumo dessa parcela da população tende a ser menos sensível a flutuações da atividade econômica. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem da população acima de 60 anos deve aumentar de 11,3% em 2014 para 18,6% em 2030. Expectativa de vida da população vem aumentando rapidamente Fonte: IBGE, Itaú As vendas de produtos farmacêuticos crescem vigorosamente há mais de uma década e não apresentam sinais de acomodação. No acumulado de 2014 até setembro foram 2,3 bilhões de unidades vendidas, alta de 7,5% em relação ao mesmo intervalo de 2013. 54,8% 33,2% 24,9% 37,6% 55,0% 60,2% 7,6% 11,8% 14,9% 200320112014 A/B C D/E 100 120 140 160 180 200 220 240 260 200320052007200920112013 rendimento médio mensal vendas de produtos farmacêuticos base: 2003=100 69,8 70,3 70,7 71,2 71,6 72,0 72,4 72,8 73,2 73,5 73,9 74,2 74,5 74,8 75,1 20002002200420062008201020122014 em anos